Publicado em: 31/05/2019

PALESTRA ORIENTA SOBRE MANEJO DE LEITOAS

A escolha de uma genética que garanta à prole características essenciais para a vitalidade de um plantel, baixa mortalidade e ótimos resultados a campo, se complementa com o manejo correto dos animais, especialmente das matrizes. Na prática, isso determina o sucesso da produção numa granja de suínos que busca os melhores resultados na atividade, sempre envolvida em altos e baixos em termos econômicos.

Pensando nisso, a TOPGEN, além de disponibilizar a melhor genética suína do mercado, promove palestras técnicas em várias regiões produtoras com o objetivo de dar suporte ao produtor de suínos queprecisa ser auxiliado nas questõesque envolvem o manejo animal, incluindo uma boa preparação de leitoas e questões como a imunização dos animais e os manejos nutricional e de indução de cios.

“Preparação de leitoas para o sucesso” é o tema desse ciclo de palestras promovido pela TOPGEN, que tem como palestrante o Médico Veterinário JohnyRenkert de Oliveira. O evento aborda inicialmente a necessidade de se promover a reposição de matrizes para uma constante atualização genética.

REPOSIÇÃO MENSAL

“As matrizes garantem o futuro produtivo da granja e a reposição não supre apenas os descartes, mas também serve para ampliar o plantel ou mesmo para melhorar os resultados produtivos da granja. E isso é fundamental, especialmente nos momentos de crise na atividade”, destaca Johny Oliveira, ao justificar a necessidade constante de reposição de leitoas numa granja que queira ter bons resultados. “O ideal é que a reposição seja mensal, afinal, todos os meses descartamos matrizes, e dessa forma conseguimos manter o plantel estabilizado”, afirma, ao ressaltar ainda que a reposição mantém um bom perfil imunológico da granja.“Quando feita mensalmente, a reposição serve também para fechar corretamente os alvos de cobertura”, diz o palestrante.

TAXA DE REPOSIÇÃO

Segundo Johny, a taxa de reposição de matrizes deve ser de 37 a 40% do plantel por ano, ou seja, dentro de aproximadamente dois anos e meio todo o plantel é substituído, sendo a reposição calculada levando-se em conta os descartes e esses, por sua vez, feitos de acordo com fatores como idade, produtividade, problemas locomotores e reprodutivos, mortes e situações pontuais.

O Médico Veterinárioobserva que a genética numa granja de suínos representa apenas 3% do total dos custos, estando no mesmo índice dos medicamentos e na metade dos custos com mão-de-obra e instalações. “Sabe-se que a maior parte dos custos, cerca de 78%, é com arraçoamento. Já os custos com genética são pequenos e fazem parte de uma programação de investimentos necessários por parte do produtor”, acrescenta.

UMA BOA MARRÃ

Comentando sobre o que se espera de uma marrã, Johny Oliveira destaca que o cio dela deve ser ótimo e no prazo esperado, além da cobertura ser com poucos dias não produtivos e feita nas melhores condições físicas do animal. “Dessa forma podemos ter um grande número de leitões já no primeiro parto, além de se esperar que a leitoa tenhaboa capacidade de amamentação e que seja desmamada com boa condição física no primeiro parto, tendo ela ainda longevidade”, sublinha.

Ainda de acordo com Johny, é necessário que o produtor dedique bastante atenção às marrãs, pois o melhoramento genético constante está produzindo uma fêmea suína cada vez mais magra e com maior potencial de produção de leitões. Também, com um melhor aparelho mamário ecom maior capacidade de crescimento. “Está comprovado que as marrãs se desenvolvem até por volta do terceiro parto. Por isso, a nutrição deve contemplar crescimento e reprodução, sendo que já está comprovada também a relação entre produtividade no primeiro parto e vida útil do animal”, acrescenta.

DESCARTES

Johny Oliveira aborda na palestra fatores que levam ao descarte, sendo um deles a idade do animal. Ele explica que “fêmeas velhas apresentam maior probabilidade de apresentar problemas de parto, como baixos nascidos, maior número de natimortos, maior número de intervenções ao parto e mais problemas locomotores. Apenas 4% do plantel terão 7 partos ou mais, ou seja, somente as campeãs de produtividade chegarão neste patamar”, afirma ele.

Outro fator de descarte é a questão da produtividade.“Matrizes que chegam no segundo ou terceiro parto com baixo número de nascidos ou de desmamados por parto devem ser retiradas do plantel, ou continuarão dando maus resultados à granja.E as matrizes que decaem muito seus resultados durante dois partos consecutivos também devem ser descartadas”, observa.

Há descartes ainda por problemas locomotores nas fêmeas, como cascos rachados, artrites crônicas ou aprumos defeituosos. “As fêmeas que estejam nessas condições devem ser descartadas assim que forem desmamadas, pois demandarão muitos gastos, mão-de-obra e tempo para tentar sua melhora, o que dificilmente ocorre. O problema persistirá para os partos seguintes e normalmente estão mais sujeitas a abortos ou retornos de cio”, acrescenta o palestrante.

Por fim, ele informa que há descartes por situações pontuais que podem ocorrer dentro da granja sem que possam ser previstas, e o descarte passa a ser a única alternativa. Dentre essas situações estão as mortes por acidentes e súbita, perda de tetos, fraturas e problemas sanitários tais como pneumonia, encefalite e infecções genitourinárias.

As palestras promovidas pela TOPGEN atraem sempre um bom público, e contam geralmente como apoio de empresas parceiras, como nos eventos realizados em Seara e Braço do Norte, em duas regiões produtores de suínos em Santa Catarina,que foram promovidos em parceria respectivamente com as empresas Agro Comercial Lorenzetti e Nutrimeurer.


PALESTRA ORIENTA SOBRE MANEJO DE LEITOAS